Projeto técnico contra incêndio em edifícios ou áreas de risco

Projeto técnico contra incêndio em edifícios ou áreas de risco

Um Projeto Técnico é um documento utilizado com o objetivo de apresentar os sistemas de segurança contra incêndio das edificações, instalações ou áreas de risco e elaborado por um profissional habilitado pelo CREA. Esse conjunto de documentação contém plantas, calculo populacional, calculo hidráulico e ART.
O Projeto de Incêndio deve ser elaborado antes da construção da obra e, logo após o projeto arquitetônico ser finalizado. O Projeto pode ser desenvolvido em paralelo aos complementares como; estrutural, elétrico e hidrossanitário. É indicado para:
⦁ Áreas de construção igual ou inferior a 750m² e concentração de público acima de 100 pessoas ou com altura superior a 12 metros ou mais que 3 pavimentos.
⦁ Áreas construídas acima de 750 m², com altura superior a 12 metros ou mais que 3 pavimentos, exceto os casos que se enquadrem nas regras do Projeto Técnico Simplificado e do Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária;
⦁ Independente da área da edificação ou área de risco, quando está apresentar risco que necessite de sistemas fixos (hidrantes, chuveiros automáticos, alarme e detecção, entre outros);
⦁ Edificação e/ou área de risco que necessite de proteção de suas estruturas contra a ação do calor proveniente de um incêndio.

Projeto de incêndio: novas edificações
De acordo com o Código de Segurança Contra Incêndio, toda edificação precisa estar protegida e possuir AVCB, com exceção das residências unifamiliares. O Corpo de Bombeiros disponibiliza todas as legislações em seu site.
Para obter o AVCB, em algumas edificações o bombeiro exige um Projeto Técnico aprovado.
No Estado de São Paulo é obrigatório ter o projeto de incêndio em edificações acima de 750m², locais de reunião de público com mais de 250 pessoas e, categorias especiais como locais de armazenamento de explosivos.

Projeto de incêndio: edificação existente
As edificações existentes que não possuem projeto de incêndio aprovado pelo bombeiro devem se regularizar, com o objetivo de atender a legislação vigente e evitar transtornos e multas.
Para as edificações existentes que comprove a sua antiguidade, é permitido o enquadramento na Instrução Técnica n° 43. A comprovação precisar ser por algum documento oficial (planta de prefeitura, IPTU, etc).
O processo de regularização das edificações existentes se divide em três etapas, sendo a primeira etapa a elaboração do projeto de incêndio, em seguida será a etapa de implementação do projeto e, por último será a elaboração das documentações e o pedido de vistoria do bombeiro.

Projeto de incêndio: elaboração e aprovação
Ao elaborar o projeto de incêndio é necessário ter o projeto arquitetônico do local. Caso o projeto arquitetônico esteja desatualizado é preciso fazer as devidas atualizações da planta, depois dessas atualizações se inicia o projeto de incêndio.
Após o Projeto ser elaborado ele é enviado ao Serviço de Segurança Contra Incêndio onde passará por uma análise e será aprovado caso esteja tudo em ordem.
Se durante a análise do projeto de incêndio o Analisador identificar alguma irregularidade, ele emitirá um comunicado solicitando ajustes. O Responsável Técnico deverá providenciar as correções conforme o comunicado e, submeter a uma nova análise.
O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo está com um projeto de melhoria para minimizar ainda mais o tempo de análise dos projeto de incêndio. A ideia é informatizar todo o processo, tornando as plantas e o processo 100% digital. Com isso o tempo de análise poderá ser de até 7 dias corridos.

Projeto de Incêndio: FAT Bombeiro, alteração em projetos existentes
O FAT Bombeiro é um procedimento feito quando é necessário alterar alguma coisa no projeto de incêndio existente. É possível fazer pequenas alterações como por exemplo: correção de erros em nomes, pequenas ampliações da área da edificação, mudança interna de leiaute, mobiliários e paredes, inclusão de novas medidas de segurança contra incêndio e as built.
Ao fazer o FAT  é preciso estar atento pois grandes alterações pode implicar em substituição do projeto. Quem define se o projeto deve ser substituído é o Bombeiro analisador do formulário de atendimento técnico.

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